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16 de Setembro de 2019

"Afugentar" o perigo eminente não é a saída para viver em tranquilidade

Darlan Andrade da Silva, Advogado
ano passado


Em ato regimento, a Ministro Rosa Weber, relatora do Ação Civil Originário nº 3121 , que tem como pedido o fechamento da fronteira Brasil-Venezuela, estabeleceu prazo de 30 dias para que a União se manifeste sobre o pedido. A referida ação teve como requerente a Governadora do estado de Roraima, senhora Suely Campos.

Este é a primeira atitude que uma gestão despreparado toma quando se encontra em situação de risco: esquivar-se da resolução agradável para todas as partes. Não estamos aqui querendo questionar a forma de gestão da governadora envolvida no caso, nem muito menos dizer que nossos políticos não são preparados, ou, nem até, desejar acusar a referida de participar de desejos opostos ao bem comum.

Acreditamos, como fundamentação calcada em conhecimentos que vão longe de serem empíricos, que os governantes, falamos de modo mundial, não estão preparados para governar. No século passado, em meio a grandes tensões, as decisões foram as mais catastróficas. Neste século estamos vendo se repetir os mesmos erros. Estamos a afugentar o perigo, destruindo aquilo que nos causa receio de eminente malesa para nós mesmos.

Os lideres mundiais estão fechando suas fronteiras, impedindo assim que refugiados adentre o seu país, com uma decisão inóspita de garantir que seu futuro próspero não seja boicotado por invasores desejos de roubar aquilo que foi angariado com muita luta.

Enfim, acusamos o jeito mundial de domínio. Porém, ainda resta um líder que é a favor de imigrantes, que é ele, sua Santidade, o Papa Francisco, vejamos o que diz,

A Europa deve e pode mudar e deve e pode reformar-se. Se não é capaz de ajudar economicamente os países de onde vêm os refugiados, então tem de pensar no problema de como enfrentar este grande desafio que é, em primeiro lugar, humanitário e não só.

Claro que esta orientação não deve ser tomada só para Europa, mas para toda a humanidade.

Vemos também que alguns outros países não condenam os imigrantes, mas são uma minoria.

Acreditamos que o nosso atual presidente, senhor Michel Temer, não irá se posicionar favoravelmente ao fechamento da fronteira com a Venezuela, e nem, muito menos, o Supremo irá decidir pelo fechamento, tendo em vista o princípio da dignidade da pessoa humana. Mas ficamos consternados com a decisão da governadora. Outras saídas devem ser tomadas, com fito de ajudar, não fazer que estas pessoas se afundem mais ainda num poço de desencontro com a felicidade.

3 Comentários

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Interessante que o princípio da dignidade humana é levantado em questões desse tipo como se fosse um absurdo alguém querer preservar a soberania do nosso país, impedir a entrada irrestrita de qualquer pessoa, já bastam os criminosos nacionais agora vamos importar? Não que todos os venezuelanos sejam, mas é preciso haver um filtro e se o Estado não tem capacidade de fazê-lo é melhor fechar a fronteira.

"Mas ficamos consternados com a decisão da governadora. Outras saídas devem ser tomadas, com fito de ajudar, não fazer que estas pessoas se afundem mais ainda num poço de desencontro com a felicidade."

Esse texto foi escrito por alguém vindo de Nárnia. continuar lendo

A questão é deveras simples. Roraima está em situação deveras crítica, devido às levas de fugitivos do inferno bolivariano que temos em nossa vizinhança. Qual nossa obrigação para com eles? Nenhuma. Qual o dever de arcar com este ônus? Nenhum. Pois que se feche a fronteira. continuar lendo

Eminente: aquilo que está muito acima do que o que está em volta; proeminente, alto, elevado.
ou que se destaca por sua qualidade ou importância; excelente, superior.

Iminente: aquilo que ameaça se concretizar, que está a ponto de acontecer; próximo, imediato continuar lendo